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Buldogue Campeiro

Padrão: CBKC NR08

REVISÃO: Claudio Nazaretian Rossi / Fernando Bretas Viana

PAÍS DE ORIGEM: Brasil

DATA DE PUBLICAÇÃO DO PADRÃO OFICIAL VÁLIDO: 28.01.2019

UTILIZAÇÃO: Trabalho com gado, guarda e companhia.

CLASSIFICAÇÃO CBKC: Grupo 11 – Raças Não Reconhecidas pela FCI.

Sergio Meira Lopes de Castro (Presidente da CBKC)

Roberto Cláudio Frota Bezerra (Presidente do Conselho Cinotécnico)

Colaborador: Ralf Schein Bender

Atualizado em: 04 de fevereiro de 2019.

BREVE RESUMO HISTÓRICO: O Buldogue Campeiro tem sua origem nos Bulldogs que vieram para o Brasil trazidos pelos imigrantes europeus desde o século XVIII. Devido à criação de gado ser sempre forte na região sul do país, os Buldogues eram bastante usados para capturar o gado selvagem que se criava em meio a um ambiente hostil de campo e mata nativa. Participou de grandes tropeadas sempre capturando o boi fujão. Nos matadouros tinha participação ativa, solicitados para segurar um boi bravo sempre que fosse necessário. Os Buldogues para o trabalho tiveram uma seleção quase natural, uma vez que os que eram muito baixos, levavam desvantagem em percorrer longas distâncias e em não poder tracionar segurando o boi. E os que através de cruzamentos com outra raça ficavam muito altos perdiam o instinto de pegador, a precisão de movimentos, além de ficarem vulneráveis às investidas dos bois com seus coices e chifradas. O que era considerado um bom cão? O corpo deveria ser forte. A cabeça larga com fortes maxilares e mordedura prognata para o cão segurar o boi. O focinho largo e forte, não curto como o do atual Bulldog, nem tão comprido como o do Bullmastiff, para que pudesse morder e segurar um boi independentemente do peso. Cão de temperamento vigilante e tranquilo, com acentuado espírito de luta e companheirismo. Este temperamento teria que ser tão obstinado que não conhecesse limites e tão controlado que sempre obedecesse aos comandos do tropeiro. Assim, selecionado no trabalho, nasceu o BULDOGUE CAMPEIRO.

APARÊNCIA GERAL: Cão de constituição potente e larga, indicando força e agilidade. Formato corporal levemente retangular. Membros vigorosos, musculosos, com ossos fortes. Cabeça volumosa e peito amplo. Aspecto imponente. Visto de cima, deve ser largo nos ombros e comparativamente estreito no lombo.

PROPORÇÕES IMPORTANTES: O comprimento medido do peito até a protuberância do ísquio, deve ser maior do que a altura medida na cernelha em no máximo 10%. O focinho deve ter aproximadamente 1/3 do comprimento do crânio.

COMPORTAMENTO/TEMPERAMENTO: Versátil, com características de guardião. Destaca-se pela fidelidade ao dono, tenacidade e coragem. Seu temperamento é vigilante e tranquilo, perseverante, com acentuado espírito de luta e companheirismo. Muito dócil com crianças; é um cão de fácil adaptação. Controlável, não tímido, late pouco, é tranquilo.

CABEÇA: Volumosa com boas bochechas; larga com fortes maxilares, sem excesso de rugas ou pele solta. A medida da circunferência da cabeça fica, no mínimo, na mesma proporção da altura do cão medida do chão a cernelha para as fêmeas; e obrigatoriamente maior nos machos. Nas fêmeas, a cabeça tem uma aparência mais delicada.

REGIÃO CRANIANA

Crânio: Bastante largo, alto e levemente arredondado, com forte musculatura. Visto de frente, forma uma linha reta entre as orelhas, quando em atenção.

Stop: Bem definido.

REGIÃO FACIAL

Focinho: Curto, com aproximadamente 1/3 do comprimento do crânio. Largo abaixo dos olhos; largo, com as linhas laterais paralelas até a ponta da trufa; o mais quadrado possível quando visto de cima.

Trufa: Bem formada, de bom tamanho e bem pigmentada, com narinas bem abertas.

Orelhas: De inserção alta, o mais separadas possível entre si. Pequenas, pendentes, triangulares; também são aceitas as viradas para trás (em rosa). Quando dobradas levemente no sentido dos olhos, o comprimento não pode ultrapassar o canto interno da comissura palpebral.

Olhos: Ovalados, de tamanho médio, não podendo ser profundos, nem saltados. Pálpebras devem ser bem pigmentadas. As pálpebras inferiores devem estar em contato com o globo ocular. Olhos de coloração marrom, o mais escuros possível, permitindo-se a cor castanho-claro em exemplares de cores diluídas.

Lábios: Grossos e pendentes sem demasia, mas não devendo ultrapassar a linha inferior do maxilar em mais de 50% da altura do focinho em toda a sua extensão. A rima labial deve ser a mais pigmentada possível.

Maxilares: Largos, maciços e quadrados. O inferior deve avançar além do superior e elevar-se na ponta da mandíbula.

Dentes: Fortes, com os caninos bem desenvolvidos para agarrar e bem distanciados entre si. Dá-se preferência aos incisivos bem alinhados aos caninos. A dentição deve ser a mais completa possível.

Mordedura: Prognatismo inferior de leve a moderado, ficando entre um mínimo de 0,5 cm e um máximo de 2 cm. Esta medida é tomada da base entre os caninos superiores e inferiores do mesmo lado da boca.

PESCOÇO: Forte, de comprimento moderado, muito musculoso e de circunferência aproximada à do crânio, com pele frouxa que forma barbela a qual não deve ser excessiva.

TRONCO

Dorso: Moderadamente curto, reto, com linha levemente ascendente até a garupa.

Peito: De amplitude notável, quase redondo, sendo que a profundidade obrigatoriamente deve alcançar a altura dos cotovelos.

Costelas: Bem arqueadas.

Ventre: Ligeiramente esgalgado, quando visto de perfil.

Garupa: Levemente arredondada.

CAUDA: Inserida baixa, grossa na raiz, de comprimento moderado e de linha sinuosa, naturalmente torta. Dá-se preferência a cauda que não exceda em comprimento, em dois terços, a distância da inserção da cauda à ponta do jarrete.

MEMBROS ANTERIORES

Aparência geral: Vigorosos, musculosos e com ossos fortes. Retos, quando vistos de frente.

Ombros: Largos, musculosos e oblíquos. Em relação à horizontal deve ter 45° enquanto que a angulação escapulo-umeral deve ter pouco menos de 90°

Braços: Largo, musculoso.

Cotovelos: Robustos, ligeiramente afastados das costelas.

Antebraços: Bem desenvolvidos e com ossos fortes e retos

Carpo (punho): Robustos e firmes

Metacarpos: Ligeiramente planos, com bons ossos; vistos de perfil, com uma leve inclinação, mas nunca cedidos.

Patas anteriores: Em ângulo reto, paralelas entre si, acompanhando o antebraço. São toleradas as ligeiramente voltadas para fora em um ângulo não superior a 30º. Com dedos levemente separados e um pouco arqueados. Almofadas fortes. Unhas fortes e escuras, acompanhando a cor da pelagem, podendo ser brancas quando o dedo correspondente também é branco

POSTERIORES

Aparência Geral: Musculosos e fortes. Paralelos, quando vistos de trás

Coxas: Bem desenvolvidas, que indicam vigor e atividade.

Joelhos: Preferencialmente paralelos, acompanhando o conjunto do membro. A articulação femoro-tibio-patelar forma um ângulo obtuso.

Pernas: Comprimento moderado. Paralelas entre si. Com musculatura potente sobre ossos fortes.

Jarretes: Angulação moderada, paralelos.

Metatarso: Perpendiculares ao solo, quando vistos de perfil. Ossos fortes e pele bem aderida.

Patas posteriores: São retas, paralelas entre si, acompanhando os jarretes, com dedos levemente separados e arqueados; com almofadas plantares grossas e elásticas. Unhas fortes e escuras, acompanhando a cor do manto principal, podendo ser brancas quando o dedo correspondente também é branco.

MOVIMENTAÇÃO: Com caminhar balanceado, mantém a cabeça na linha do dorso e a cauda baixa que não ultrapasse a linha da garupa. Seu movimento é típico; o balanço do corpo deve ser perceptível na garupa e nas costelas, enquanto caminha, mantém a traseira nivelada, mas não firme.

PELAGEM

Pelo: Curto, liso, de textura média, não sendo nem macio e nem áspero ao toque.

COR: Todas as cores são permitidas, exceto merle.

TAMANHO / PESO: Devem ser respeitadas as proporções de peso e altura que confiram aspecto vigoroso ao exemplar.

Altura ideal na cernelha:

Machos: 53 cm. Fêmeas: 51 cm. Com tolerância de 3 cm a mais ou a menos. Peso: Machos: 39 kg. Fêmeas: 34 kg. Com tolerância de 3 kg a mais ou a menos.

FALTAS: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade e seus efeitos na saúde e bem estar do cão.


• Dentes aparentes com a boca fechada. • Falta dos P1. • Metacarpos cedidos, com aspecto de “achinelado”. • Olhos azuis. • Orelhas de inserção acima da linha do crânio. • Orelhas muito curtas, estreitas, muito largas ou compridas. • Patas dianteiras com ângulo superior a 30º viradas para fora. • Pelagem atípica. • Pescoço muito curto. • Cauda reta, que não tenha linha sinuosa. • Pescoço sem barbelas ou com barbelas em demasia. • Ausência de esgalgamento do ventre. • Narinas pouco abertas. • Linha superior em nível. • Qualquer desvio na proporção altura x peso que confira ao cão características incompatíveis com o descrito no item aparência geral.

FALTAS GRAVES • Dorso selado, carpeado ou descendente. • Excesso de angulação nos anteriores ou nos posteriores. • Jarretes de vaca. • Pálpebras inferiores caídas, permitindo a visualização de grande porção da conjuntiva (ectrópio). • Olhos redondos ou muito grandes; olhos protuberantes ou de duas cores. • Peito fraco, estreito, pouco profundo (sem alcançar a altura dos cotovelos). • Prognatismo inferior maior que 2 cm. • Ponta da cauda ultrapassando a altura do jarrete.

FALTAS DESQUALIFICANTES • Agressividade ou timidez excessiva. • Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado. • Exemplares atípicos. • Torção de mandíbula. • Anteriores muito compridos ou muito curtos, em “X” ou arqueados. • Anteriores ou posteriores com angulações insuficientes (retos). • Falta de caninos ou incisivos; ausência de mais de 2 molares. • Qualquer mordedura que não seja a prognata inferior • Stop não marcado (ausente). • Cor relacionada ao gene merle. • Movimentação muito pesada, difícil, com passos curtos ou passo de camelo contínuo. • Despigmentação excedendo 25% da trufa em cães com mais de um ano de idade.

NOTAS: • Os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal. • Somente os cães clinicamente e funcionalmente saudáveis e com conformação típica da raça deveriam ser usados para a reprodução.