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Bull Terrier

Padrão: FCI Nº11

TRADUÇÃO: Claudio Nazaretian Rossi.

REVISÃO: Jayme Martinelli.

PAÍS DE ORIGEM: Grã-Bretanha

DATA DE PUBLICAÇÃO DO PADRÃO OFICIAL VÁLIDO: 05.07.2011

UTILIZAÇÃO: Caça.

CLASSIFICAÇÃO F.C.I.: Grupo 3 – Terriers. Seção 3 – Terriers do Tipo Bull. Sem prova de trabalho.

NOME NO PAÍS DE ORIGEM: Bull Terrier

Sergio Meira Lopes de Castro (Presidente da CBKC)

Roberto Cláudio Frota Bezerra (Presidente do Conselho Cinotécnico)

Atualizado em: 02 de março de 2015.

BREVE RESUMO HISTÓRICO: Foi um certo James Hinks quem primeiro padronizou o tipo da raça nos idos de 1850, selecionando a cabeça em forma de ovo. A raça foi mostrada pela primeira vez, em sua forma atual, em Birmingham em 1862. O Bull Terrier Club foi formado em 1887. Uma coisa verdadeiramente interessante sobre a raça é que o padrão diz deliberadamente: “não há limites de peso nem de altura, mas o cão deve dar a impressão de máxima substância para seu tamanho, condizente com suas qualidades e o sexo. O cão deve ser, a todo o momento, equilibrado”. Menores exemplares do Bull Terrier eram conhecidos desde o princípio do século 19, mas perderam a popularidade antes da Primeira Guerra Mundial e foram removidos dos registros do Kennel Club da raça em 1918. Em 1938, uma recuperação da raça foi encabeçada pelo Coronel Richard Glyn e um grupo de amigos entusiastas que fundaram o “Miniature Bull Terrier Club”. O padrão é o mesmo do Bull Terrier, com exceção do limite de altura.

APARÊNCIA GERAL: De construção forte, musculoso, bem balanceado e ativo com uma expressão viva, determinada e inteligente. Uma característica singular é sua cana nasal descendente e a cabeça em forma de ovo. Independente do tamanho, os machos devem parecer masculinos e as fêmeas femininas.

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: Corajoso, cheio de energia e com atitude amável e divertida. De temperamento equilibrado e fácil de ser disciplinado. Embora obstinado, é particularmente amigável com as pessoas.

CABEÇA: Longa, forte e profunda até o final do focinho, jamais grosseira. Vista de frente, tem a forma de ovo e é completamente cheia; sua superfície é livre de cavidades ou recortes. O perfil se curva suavemente para baixo, do topo do crânio até a ponta da trufa.

REGIÃO CRANIANA

Crânio: O topo do crânio é quase plano de orelha a orelha

REGIÃO FACIAL

Trufa: Deve ser preta. Bem inclinada para baixo na ponta. Narinas bem desenvolvidas.

Lábios: Bem ajustados e limpos.

Maxilares / Dentes: Mandíbula profunda e forte. Dentes bem ajustados, saudáveis, fortes, de bom tamanho, regulares (intervalos entre si) e com uma perfeita, regular e completa mordedura em tesoura, isto é, os incisivos superiores recobrem os incisivos inferiores e são inseridos ortogonalmente aos maxilares.

Olhos: De aparência estreita e triangulares, obliquamente colocados; pretos ou marrons nos tons mais escuros possíveis, de maneira a parecer quase preto e com uma expressão penetrante. A distância dos olhos até a ponta da trufa deve ser perceptivelmente maior que a dos olhos ao topo do crânio. Olhos azuis ou parcialmente azuis são indesejáveis.

Orelhas: Pequenas, finas e colocadas próximas. O cão deve ser capaz de mantê-las rigidamente eretas quando direcionadas para cima.

PESCOÇO: Muito musculoso, longo, arqueado, afinando dos ombros à cabeça e livre de pele solta.

TRONCO: Bem arredondado, com nítido arqueamento das costelas e grande profundidade da cernelha ao esterno, de maneira que este fique mais próximo do solo.

Dorso: Curto, forte, com a linha superior atrás do nível da cernelha, arqueando ligeiramente sobre o lombo.

Lombo: Largo e bem musculoso.

Peito: Largo, quando visto de frente.

Linha inferior e ventre: Da ponta do esterno ao ventre, forma uma graciosa curva para cima

CAUDA: Curta, inserida baixa e portada horizontalmente. Grossa na raiz, afinando para a ponta.

MEMBROS ANTERIORES

Aparência geral: O cão deve ficar solidamente posicionado sobre os membros, que devem ser perfeitamente paralelos. Em cães adultos, o comprimento dos anteriores deve ser aproximadamente igual à profundidade do peito.

Ombros: Fortes e musculosos, sem serem carregados. Escápulas largas, planas e colocadas bem próximas da caixa torácica. Devem apresentar, debaixo para cima, uma nítida inclinação em seus bordos anteriores, formando um ângulo quase reto com o braço.

Cotovelos: Mantidos retos e fortes.

Antebraços: Devem ter uma forte ossatura redonda, com ossos de qualidade

Metacarpos: Retos.

Patas: Redondas e compactas, com dedos bem arqueados

POSTERIORES

Aparência geral: Membros paralelos, quando vistos por trás.

Coxas: Musculosas.

Joelhos: Articulação bem angulada.

Pernas: Bem desenvolvidas

Jarretes: Bem angulados

Metatarsos: Ossos curtos e fortes.

Patas: Redondas e compactas, com dedos bem arqueados.

MOVIMENTAÇÃO: Quando em movimento, mostra-se bem consolidado, cobrindo o solo suavemente com passos livres, fluentes e com um típico ar garboso. No trote, movimento paralelo, na frente e atrás, só convergindo para a linha central quando a velocidade aumenta. Os anteriores apresentam um bom alcance e os posteriores movem-se suavemente nas ancas, alcançando grande impulso com a flexão dos joelhos e jarretes.

PELE: Bem aderente.

PELAGEM

Pelo: Curto, plano, denso, áspero ao toque e brilhante. O subpelo macio pode estar presente no inverno.

COR: Nos brancos, pura pelagem branca. A pigmentação da pele ou marcações na cabeça não devem ser penalizadas. Nos coloridos, a cor predomina sobre o branco. Se houver igualdade em todas as demais características, o tigrado é preferido. Preto tigrado, vermelho, fulvo e tricolor são aceitáveis. Pequenas marcas na pelagem branca são indesejáveis. Azul e fígado são altamente indesejáveis.

TAMANHO / PESO: Não há limites de peso nem de altura, mas o cão deve dar a impressão de máxima substância para seu tamanho, condizente com as suas qualidades e o sexo.

FALTAS: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade e seus efeitos na saúde e bem estar do cão.

FALTAS DESQUALIFICANTES • Agressividade ou timidez excessiva. • Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

NOTAS: • Os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal. • Somente os cães clinicamente e funcionalmente saudáveis e com conformação típica da raça deveriam ser usados para a reprodução.